Asfalto meio molhado, mais uma tarde de domingo. O céu está nublado, faz frio.
Não há porque saber as horas...
Onde estão as pessoas, para onde foram...?
Sentado aqui, cansado. Minha vontade acaba fugindo de mim outra vez.
As árvores me olham feio, o sol se esconde cada vez mais...
Meu passado me prende, meu passado me ensina, meu passado me protege.
Está escurecendo, a chuva começa a me molhar de verdade. Mas eu não tenho nenhuma vontade de me levantar daqui...
Mãos machucadas, corpo cansado e marcado. Preço de um sonho fracassado, eu diria.
Lições aprendidas, tarde demais.
O chão molhado da rua reflete as luzes da cidade e dos carros em movimento.
Que dia é hoje mesmo ? Ah, sim, aquele dia.
Esse dia, esse tempo, essas luzes, me fazem lembrar quando tudo era diferente.
Me fazem lembrar quando eu consegui colocar a mão no amor. Lembro que era quente e acabou me queimando...Então taquei fora, joguei para longe!
Desde então achei que nunca fosse sobreviver, mas descobri que não era essencial...
Os fantasmas ? Esmurrei todos!
Observei os monstros com cautela, mas se precisar eu luto até a morte!
Não tenho medo de você.
Não temo a solidão, isso não me assusta mais.
Agora é hora do caminho de volta para casa.
Pessoas, carros, prédios e um pouco de resfriado...
Apesar de tudo, da rotina estressante, das pessoas se atolando até o pescoço em suas merdas, e da vontade de desistir...
O importante é não lembrar!
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