quarta-feira, 27 de março de 2013

Carta de Guerra.

Em minhas veias já não correm mais o veneno. Pelo menos nada sinto.
Será que foi neutralizado ?
Consigo levantar a cabeça agora, não me sinto mais doente.
A luz do sol machuca minhas pupilas dilatadas...
As feridas agora viraram apenas marcas. Não há mais sangue em minha pele, exceto em minhas roupas.
Acabou...?

Agora restou um lugar calmo, sem vestígios de batalha.
Passei tão perto, achei que não fosse suportar.
Não sei como escapei da morte.
Consigo olhar para o sol novamente, posso até sentir gotas de chuva...
Sorrisos, olhares, palavras e sentimentos. Será que ainda existe em algum lugar ?

Olhe para mim.
Acabei me tornando forte, você me fortaleceu.
Sua mão já não me alcança mais, seus olhos não conseguem acompanhar a velocidade em que fujo e me escondo.
Você está livre para ir agora, a guerra já teve seu fim...Mas porque ainda sinto que não está satisfeita ?
Vá e viva com o fardo da vitória! Sorria, pequena guerreira!

Eu aprendi a sobreviver rastejando. Aqui onde me deixou, vou construir um lugar seguro. Ninguém nunca vai me achar aqui...
E as lembranças ? Queimei todas para me esquentar nas noites de frio intenso.
Converso com a sinceridade das estrelas, e aprendo com a falta de inteligência e auto-controle que me mostrou.
Aprendo com o que senti na pele!

Nada mais que venha de você me serve para alguma coisa.
É como um lixo impossível de reciclar e de se aproveitar para algo.
Criança malvada, você merece uma lição, pena que não cabe a mim!
Estou ocupado demais procurando um lugar montar minha fortaleza.
Mas viva sabendo que sobrevivi, e que seu pior veneno não foi suficiente.

Ainda não acabou...











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