domingo, 11 de março de 2012

Repugnante

E aqui estou, em um sábado a noite embaixo das cobertas. Trancado em minha casa, aprisionado em minha cabeça.
Ás vezes você tem de percorrer por entre milhas e milhas até chegar em uma ponte destruída. O barranco para o riacho é alto demais e o mesmo muito profundo. Olhe para trás e veja a selva triste, de onde você não sabe o caminho de volta.
Sozinho. Largado para morrer. Mais uma vida sem sentido...
Da minha janela eu olho para a rua molhada, luzes se refletem nas poças de água formadas pelo choro das estrelas.
O barulho da cidade mostra tudo tão vivo.
Vejo na calçada um mendigo. Ao seu lado passa um homem trajando um terno e olha o pobre guerreiro aos farrapos com desprezo. Pobre homem de terno, idiota.
Nós, sempre com o instinto de individualidade, passando por cima de vidas humanas sem exitar, como se fossemos Deus.
Agora eu consigo acordar. Me sinto como um bebê pelado que chega aos braços da mãe. Sem saber o que fazer, observo primeiro o que não devo fazer.
Pessoas que lutam tanto para prosperar, tudo em vão. Quando estiverem morrendo engasgados em seu próprio dinheiro iram procurar por ar, mas não haverá ninguém para ajuda-los. Sua fortuna não comprará o ar necessário...
Prosperem em bando.
Continuo observando e isso é deprimente. Se querem saber, nem vontade de sair de casa eu tenho.
É como um caderno de gigantesco e você ter de apagar todas as folhas dele com uma pequena borracha escolar. Será que ainda existe algo para mim ?
Algum lugar onde eu me sinta em casa, pessoas que tenham objetivos próximos ao meu ?
Pessoas que veem através das coisas materiais e sonham com a paz, será que existem pessoas assim ?
Enquanto isso, peço a Deus que me liberte de qualquer forma, de algum jeito.
Pois o trilho que a humanidade criou e percorreu até hoje é algo Repugnante.

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